Musica Italiana

Vola vola vola vola

( Canta: Claudio Villa )
( Autores: Albanese - Dommarco - 1908 )

Para entender o sentido desta musica típica da Região Abruzzo (sobretudo da quarta estrofe), é preciso considerar que "Voa, voa, voa" na tradição popular era um jogo de sociedade simples e divertido que os garotos e as garotas de um tempo faziam agachando-se em volta de um companheiro que foi escolhido como Chefe do jogo. Todos os participantes apoiavam o dedo indicador sobre o seu joelho e esperavam que ele dissesse "Voa, voa, voa"....... seguido pelo nome de um animal. Se o animal era um volátil todos deviam levantar o dedo, caso contrário deviam ficar parados. Por exemplo, pagava um penhor quem, por engano, fazia voar um asno e não um falcão.

Original em dialeto abruzzese Tradução

Vulesse fa' 'rvenì pe' n'ora sola
lu tiempe belle de la cuntentezze,
quande pazzijavame a "vola vola"
e te cuprè de vasce e de carezze.

E vola vola vola vola
e vola lu pavone.
Si tiè lu core bbone
mo fammece arpruvà.

E vola vola vola vola
e vola lu pavone.
Si tiè lu core bbone
mo fammece arpruvà.


'Na vote pe' spegna' lu fazzulette,
so' state cundannate de vasciarte.
Tu te scì fatte rosce e me scì dette
di 'nginucchiarme prima d'abbracciarte.

E vola vola vola vola
e vola lu gallinacce.
Mo si me guarde 'n facce
mi pare di sugna'.

E vola vola vola vola
e vola lu gallinacce.
Mo si me guarde 'n facce
mi pare di sugna'.


Come li fiure nasce a primavere,
l'amore nasce da la citilanze.
Marì, si mi vuò bbene accome jere,
nè mi luvà stu sogne e sta speranze.

E vola vola vola vola
e vola lu cardille.
Nu vasce a pizzichille
non mi le può negà.

E vola vola vola vola
e vola lu cardille.
Nu vasce a pizzichille
non mi le può negà.


Pure se po' veni' pe' n'ora sola!


Queria fazer voltar por uma hora só
o tempo belo da felicidade,
quando brincávamos a "voa voa"
e te cobria de beijos e de caricias.

E voa voa voa voa
e voa o pavão.
Se tens o coração bom
agora deixa-me refazer.

E voa voa voa voa
e voa o pavão.
Se tens o coração bom
agora deixa-me refazer.

Uma vez, para desempenhar o lenço,
fui condenado a beijar-te.
Tu coraste e me disseste
de ajoelhar-me antes de te abraçar.

E voa voa voa voa
e voa o peru.
agora se me olhas na face
me parece de sonhar.

E voa voa voa voa
e voa o peru.
Agora se me olhas na face
me parece de sonhar.

Como as flores que nascem na primavera,
o amor nasce dá meninice.
Maria, se me queres bem como ontem,
não tirar-me este sonho e esta esperança.

E voa voa voa voa
e voa o pintassilgo.
Um beijo com beliscões nas bochechas
não me pode recusar.

E voa voa voa voa
e voa o pintassilgo.
Um beijo com beliscões nas bochechas
não me pode recusar.

Também se podes vir por uma hora só!