Musica Italiana

Vecchia Roma

( Canta: Claudio Villa )
( Autores: Martelli - Ruccione - 1951 )

Original em dialeto romano Tradução

Oggi er modernismo
der novecentismo
rinnovanno tutto va,
e l’usanze antiche e semplici
so' ricordi che sparischeno.

E tu Roma mia
senza nostargia
segui la modernità,
fai la progressista, l’universalista,
dici okey, hallo, thank you, ja ja.

Vecchia Roma
sotto la luna
nun canti più
li stornelli,
le serenate de gioventù.

Er progresso
t’ha fatta grande
ma sta città,
nun è quella
’ndo se viveva tant’anni fa.

Più nun vanno
l’innamorati
per Lungo Tevere,
a rubasse li baci a mille
sotto all’arberi.

E li sogni
sognati all’ombra
d’un cielo blù,
so' ricordi der tempo bello
che nun c’è più.

Mo le regazzette
con le polacchette
certo nun le vedi più.
Gli abiti scollati porteno
controluce trasparischeno.

Senza complementi,
nei caffè le senti
de politica parlar,
vanno a ogni comizio, chiedono il divorzio
mentre a casa se stà a digiunar.

Più nun vanno
l’innamorati
per Lungo Tevere,
a rubasse li baci a mille
sotto all’arberi.

E li sogni
sognati all’ombra
d’un cielo blù,
so' ricordi der tempo bello
che nun c’è più.


Hoje o modernismo
do novecentismo
renovando tudo vai,
e os costumes antigos e simples
são lembranças que desaparecem.

E a Roma minha
sem nostalgia
segue a modernidade,
faz a progressista, a universalista,
diz okey, hallo, thank you, ja ja.

Velha Roma
sob a lua
não cantas mais
os estorninhos,
as serenatas da juventude.

O progresso
te fez grande
mas esta cidade,
não é aquela
onde se vivia tantos anos atrás.

Não vão mais
 os namorados
pelo Lungo Tevere,
a roubar-se os beijos a mil
sob as arvores.

E os sonhos
sonhados na sombra
de um céu azul,
são lembranças do tempo belo
que não existe mais.

Agora as garotinhas
com as botinhas
de certo não se vêem mais.
Os vestidos com decote usam
em contraluz transparecem.

Sem cerimônias,
nos cafés se ouvem
de política falar,
vão a cada comício, pedem o divorcio
enquanto em casa fica-se a jejuar.

Não vão mais
 os namorados
pelo Lungo Tevere,
a roubar-se os beijos a mil
sob as arvores.

E os sonhos
sonhados na sombra
de um céu azul,
são lembranças do tempo belo
que não existe mais.