Musica Italiana

Questa o quella

( Canta: O Tenor Luciano Pavarotti )
( Autores: G. Verdi - F. M. Piave - 1851 )
( Balada da opera "Rigoletto" de Giuseppe Verdi )

A ação acontece no palácio do Duque de Mantova onde está tendo um baile. Há cortesão e servidores indo e vindo e a atmosfera é de alegria geral. Durante a balada de ritmo brilhante, o Duque aproveita para exprimir a sua filosofia, segundo a qual, uma mulher vale quanto uma outra, hoje ele pode gostar de uma, amanha de outra.

Original em italiano Tradução

Questa o quella per me pari sono
a quant’altre d’intorno,
d'intorno mi vedo.
Del mio core l’impero non cedo
meglio ad una che ad altre beltà.

La costoro avvenenza è qual dono
di che il fato ne infiora la vita.
S’oggi questa mi torna gradita,
forse un’altra,
forse un'altra doman lo sarà.

Un'altra,
forse un'altra doman lo sarà!

La costanza, tiranna del core,
detestiamo qual morbo,
qual morbo crudele.
Sol chi vuole si serbi fedele,
non v’ha amor, no no, se non v’è libertà.

Dei mariti il geloso furore,
degli amanti le smanie derido.
Anco d'Argo i cent’occhi disfido
se mi punge,
se mi punge una qualche beltà.

Se mi punge una qualche beltà!


 Esta ou aquela pra mim é a mesma coisa
de tantas outras em volta,
que eu vejo em volta de mim.
O império do meu coração eu não dou
mais pra uma que pra outras belezas.

A beleza destas mulheres é como um presente
com que o destino enriquece suas vidas.
Se hoje esta me agrada,
talvez uma outra,
talvez uma outra amanha me agradará.

Uma outra,
talvez uma outra amanha me agradará

A constância, tirana do coração,
detestamos como uma doença,
como uma doença cruel.
Somente quem quiser mantenha-se fiel,
não há amor, não, não, se não ha liberdade.

Do ciumento furor dos maridos,
das frenesis dos amantes eu zombo.
Também os cem olhos de Argos eu desafio
se me estimula,
se me estimula uma qualquer bela mulher.

Se me estimula uma qualquer bela mulher!