Musica Italiana

Piazza Grande

( Canta: Lucio Dalla )
( Autores: G. Baldazzi - S. Bardotti - R. Cellamare - L. Dalla - 1972 )

Original em italiano Tradução

Santi che pagano il mio pranzo non ce n'è
sulle panchine in Piazza Grande.
Ma quando ho fame, di mercanti come me
qui non ce n'è.

Dormo sull'erba e ho molti amici intorno a me,
gli innamorati in Piazza Grande.
Dei loro guai, dei loro amori tutto so,
sbagliati e no.

A modo mio
avrei bisogno di carezze anch'io.
A modo mio
avrei bisogno di sognare anch'io.

Una famiglia vera e propria non ce l'ho
e la mia casa è Piazza Grande.
A chi mi crede prendo amore e amore do,
quanto ne ho.

Con me di donne generose non ce n'è,
rubo l'amore in Piazza Grande.
E meno male che briganti come me,
qui non ce n'è.

A modo mio, avrei bisogno di carezze anch'io.
Avrei bisogno di pregare Dio.
Ma la mia vita non la cambierò, mai, mai.
A modo mio, quel che sono, l'ho voluto io.

Lenzuola bianche per coprirci non ne ho
sotto le stelle in Piazza Grande.
E se la vita non ha sogni, io li ho
e te li do.

E se non ci sarà più gente come me,
voglio morire in Piazza Grande,
tra i gatti che non han padrone come me,
attorno a me.


Santos que pagam o meu almoço não têm
nos bancos na Praça Grande.
Mas quando tenho fome, de mercadores como eu
aqui não têm.

Durmo na grama e tenho muitos amigos em volta de mim,
os namorados em Praça Grande.
Das suas desgraças, dos seus amores tudo sei,
errados e não.

A meu modo
precisaria de caricias eu também.
A meu modo
precisaria de sonhar eu também.

Uma família verdadeira não tenho
e a minha casa é Praça Grande.
A quem acredita em mim pego amor e amor dou,
quanto eu tenho.

Comigo de mulheres generosas não têm,
roubo o amor em Praça Grande.
E sorte que malandros como eu,
aqui não têm.

A meu modo, precisaria de caricias eu também.
Precisaria de rezar a Deus.
Mas a minha vida não a mudarei, nunca, nunca.
A meu modo, aquilo que sou, eu o quis.

Lenços brancos para cobrir-me não tenho
sob as estrelas em Praça Grande.
E se a vida não tem sonhos, eu os tenho
e os dou a ti.

E se não existirá mais gente como eu,
quero morrer em Praça Grande,
entre os gatos que não têm patrão como eu,
em volta de mim.