Musica Italiana

Olandesina

( Canta: Adriano Valle & Gabriella Piccinini )
( Autores: Letra de M. Sciama - Musica di I. Buzzacchi - 1928 )

Publiquei este típico canto popular porque fiquei curioso pelo aspecto "estrangeiro" tanto do lugar (Holanda) quanto das personagens (Ketty e Morris). De fato, pelo que me resulta não existem análogos cantos italianos dedicados a outras áreas geográficas européias, pelo menos compostos nos primeiros anos do século passado. A história, que termina tragicamente, lembra as tramas dos melodramas líricos do oitocento.  Agradeço profundamente o amigo Gianni Marta (Turim) por ter-me gentilmente comunicado os nomes dos autores que não havia encontrad na Rede. A melodia desta musica foi utilizada treze anos depois pelo poeta italiano Bruno Versari para o canto popular da Resistência Partigiana intitulado "Giovanna mia" mas conhecido também como "Stoppa e Vanna" e que encontra-se neste site interpretado admiravelmente pela cantora brasileira Alda Zaponi acompanhada no teclado pelo marido.

Original em italiano Tradução

Laggiù in Olanda, la terra dei mulini,
viveva Ketty, fanciulla deliziosa,
aveva gli occhi profondi ed azzurrini
e amava Morris, il suo bel balenier.

Ma un triste giorno egli dovè salpare
per la battuta di caccia là sul mare,
ella piangendo l'accompagnò al molo,
ed egli dalla nave la salutò così:

Olandesina, mia fanciulla divina,
Olandesina, t'appartiene il mio cuor,
tu sarai sempre la più dolce bambina
di questo cuor, Olandesina.

Entrò nel porto la baleniera un giorno
ma sul pennone c'era un vessillo nero,
tra i balenieri che fecero ritorno
Morris non c'era, ahimè, non c'era più.

Lo disse a Ketty un fiociniere in pianto:
"Purtroppo Morris riposa in fondo al mare!"
Ella atterrita sentì mancarsi il cuore
ma in mezzo al suo dolore riudì cantar così:

"Tu sarai sempre la mia dolce bambina
di questo cuor, Olandesina!"


Lá na Holanda, a terra dos moinhos,
vivia Ketty, garota deliciosa,
havia os olhos profundos e azulados
e amava Morris, o seu belo baleeiro.

Mas um triste dia ele teve que partir
para a batida de caça lá no mar,
ela chorando o acompanhou até o cais,
e ele do navio a saudou assim:

Holandesinha, minha garota divina,
Holandesinha, te pertence o meu coração,
tu serás sempre a mais doce menina
deste coração, Holandesinha.

Entrou no porto a baleeira um dia
mas no mastro havia uma insígnia preta,
entre os baleeiros que voltaram
Morris não estava, ai de mim, não estava mais.

Disse a Ketty um arpoador em pranto:
"Infelizmente Morris descansa no fundo do mar!"
Ela aterrorizada sentiu falta-lhe o coração
mas no meio da sua dor escutou cantar assim:

"Tu serás sempre a minha doce menina
deste coração, Holandesinha!"