Musica Italiana

Miss, mia cara Miss

( Canta: Antonio de Curtis (Totò) )
( Autor: Antonio de Curtis - 1958 )
( Do filme "Totò a Parigi" )



Totò (Nápoles 15/02/1898 - Roma 15/04/1967) é o nome artístico de Antonio, Focas, Flavio, Angelo, Ducas, Comneno, De Curtis, di Bisanzio, Gagliardi, mais conhecido como Antonio De Curtis ou simplesmente Totò. Ele foi um ator, compositor e poeta italiano, era chamado "O Prince da risada" e era considerado um dos maiores interpretes na história do teatro e do cinema italiano. Totò atuou em todos os gêneros teatrais com mais de 50 peças, do variété ao espetáculo de revista, passando pelo cinema com 97 filmes interpretados desde 1937 até 1967, vistos por mais de 270 milhões de expectadores (um recorde na história do cinema italiano). Atuou também na televisão com uma serie de 9 tele-filmes dirigidos por Daniele D'Anza, pouco antes da sua morte.

Original em meio dialeto napolitano Tradução

La incontrai per caso a Messina,
proveniva da Canicattì,
prese posto sulla littorina,
che partiva gremita quel dì.

Al mio sguardo, ben chiaro e palese,
non rispose né no e né sì,
allora io, col mio nobile inglese,
sottovoce le dissi così:

Miss, mia cara Miss,
nu cuoppo allesse io divento per te.
Miss, mia dolce Miss,
scaveme a fossa ca io moro per te.

Perdonami se cantoti
quell'aria che sai tu,
il cantico dei cantici
"Nel blù dipinto di blù".

Miss,
mia cara Miss,
faccio a scummessa
che io ti sposo a 'tte.

Miss,
mia dolce Miss,
io voglio il bis
e tu lo sai di che.

La baciai, mi baciò, ci baciammo,
stretti stretti abbracciati così.
Per un'ora e tre quarti filammo,
ad un tratto sparò mezzodì.

Or mi scrive una lettera al mese
e mi dice: Mio caro Mimì,
io rispondo al tuo nobile inglese
ma però nun riesco a capi'.

Miss, mia cara Miss,
nu cuoppo allesse io divento per te.
Miss, mia dolce Miss,
scaveme a fossa ca io moro per te.

Perdonami se cantoti
quell'aria che sai tu,
il cantico dei cantici
"Nel blù dipinto di blù".

Miss,
mia cara Miss,
faccio a scummessa
ca io mi sposo a 'tte.

Miss,
mia dolce Miss,
io voglio il bis
e tu lo sai di che!


A encontrei por acaso a Messina,
estava chegando de Canicattì,
sentou-se num lugar do trem,
que partia cheio naquele dia.

Ao meu olhar, bem claro e evidente,
não respondeu nem não e nem sim,
então eu, com o meu nobre inglês,
baixinho lhe disse assim:

Miss, minha querida Miss,
um tolo eu me torno por ti.
Miss, minha doce Miss,
escava-me a cova pois eu morro por ti.

Me perdoa se te canto
aquela melodia que tu sabes,
o canto dos cantos
"No azul pintado de azul". (Volare)

Miss,
minha querida Miss,
eu aposto
que vou casar contigo.

Miss,
minha doce Miss,
eu quero o bis
e tu sabes de que.

A beijei, me beijou, nos beijamos,
apertadinhos, abraçados assim.
Por uma hora e três quartos namoramos,
de improviso disparou meio dia.

Agora me escreve uma carta por mês
e me diz: Meu querido Mimí,
eu respondo ao teu nobre inglês
que porem não consigo entender.

Miss, minha querida Miss,
um tolo eu me torno por ti.
Miss, minha doce Miss,
escava-me a cova pois eu morro por ti.

Me perdoa se te canto
aquela melodia que tu sabes,
o canto dos cantos
"No azul pintado de azul". (Volare)

Miss,
minha querida Miss,
eu aposto
que vou casar contigo.

Miss,
minha doce Miss,
eu quero o bis
e tu sabes de que!