Musica Italiana

Mi prudono le mani

( Canta: Sergio Siberna )
( Autor: Sergio Siberna - 2012 )

Decidi inserir esta musica, composta, musicada e interpretada pelo meu querido amigo e coetâneo Sergio Siberna de Milão que, com a idade de 84 anos, eleva este grito de protesta frente ao triste espetáculo de imoralidade e violência que distingue a sociedade moderna. Também se as coisas mudaram muito em relação ao que era a sociedade da nossa geração, o seu grito de protesta termina com a esperança de um futuro melhor, feito de honestidade, amor e respeito entre todas as pessoas. Ele não é músico e nem cantor, mas com sua voz grave e serena, arranhando em casa o seu teclado musical, realizou egregiamente aquilo que todas as "pessoas de bem" na realidade pensam e desejam. Parabéns meu querido amigo Sergio!!

Original em italiano Tradução

Un vecchio adagio recita:
Se prudono le mani,
o baci, o soldi o botte,
la sorte porterà.

A me pare credibile,
lo dice l'esperienza,
la terza delle ipotesi,
non altre verità.

Infatti mai mi capita
un sei all'Enalotto
e quanto a baci, zero,
ahimè, registrerò.

Ma se le mani prudono
c'è solo una ragione,
ed è l'indignazione
per quanto spiegherò:

Se penso che i politici
han mille privilegi,
si credono sovrani,
mi prudono le mani!

Se vedo tante macchine
in doppia o tripla fila
con modi poco urbani,
mi prudono le mani!

Straricchi che denunciano
le entrate d'un barbone,
ci prendon per baggiani.
mi prudono le mani!

E i tanti falsi invalidi
che incassan la pensione
mi prudono le mani,
mi prudon da morir!

Son solo esempi spiccioli,
ma posso continuare,
c'è solo l'imbarazzo
di scelta e qualità.

Imprenditori avidi,
furbastri, assenteisti,
mafiosi e talebani,
mi prudono le mani!

Generaloni pavidi
e sedicenti artisti,
banditi e cortigiani,
mi prudono le mani!

"Baroni" che dan scandalo,
i troppi duri e puri,
che personaggi strani,
mi prudono le mani!

E l'imbecille vandalo
che imbratta i nostri muri,
mi prudono le mani,
mi prudon da morir!

L'elenco è lungo e squallido,
non sembra mai finire,
non mancano i campioni
della disonestà!

Gli stupratori, i sadici
che insozzano la terra,
i falsi partigiani,
mi prudono le mani!

I trafficanti bellici
che vogliono la guerra,
i ladri ed i ruffiani,
mi prudono le mani!

I truffatori, i giudici
che sbaglian le sentenze
e i tanti ciarlatani,
mi prudono le mani!

I bari ed i tuttologi
che sparano scemenze,
mi prudono le mani,
mi prudon da morir!

E sembra non si stanchino
di stare nella melma,
per proprio tornaconto
che cosa non si fa!

Che schifo gli "onorevoli"
che intascan la tangente,
e chi abbandona i cani,
mi prudono le mani!

Pornografi e pedofili,
famosi tristemente,
la feccia degli umani,
mi prudono le mani!

Coloro che dei giovani
inquinano le menti
e fanno i puritani,
mi prudono le mani!

I terroristi cinici
che uccidono innocenti,
mi prudono le mani,
mi prudon da morir!

Son così tanti i crimini
che non li puoi contare.
Ma quando la Giustizia
da noi trionferà?

Continuo con gli innumeri
lenoni e spacciatori,
stranieri oppur nostrani,
mi prudono le mani!

Banchieri che falliscono,
corrotti e corruttori,
inquinatori insani,
mi prudono le mani!

Tiranni d'ogni genere
che opprimono la gente
per mezzo di scherani,
mi prudono le mani!

Coloro che malversano
vivendo impunemente,
mi prudono le mani,
mi prudon da morir!

E devo qui concludere
scartando altri bersagli.
Non trovo più le sdrucciole
che rimino e perciò:

Mi auguro e vi auguro
che queste nostre mani
la smettano di prudere.
Ma non sarà domani!

E che in futuro servano,
soltanto per pregare,
soltanto per donare
e per accarezzare.

Speriamo che ci servano
soltanto per amare
e per plaudire insieme
il mondo che verrà!

E per plaudire insieme
il mondo che verrà!


Um velho ditado diz:
Se tens comichão nas mãos,
ou beijos, ou dinheiro, ou pancadas,
a sorte trará.

Me parece crível,
pois o afirma a experiência,
a terceira das hipóteses,
não outras verdades.

De fato nunca me aconteceu
de acertar algo na Loto
e quanto a beijos, zero,
ai de mim, registrarei.

Mas se tenho comichão nas mãos
há somente uma razão,
é a indignação
por aquilo que explicarei:

Se penso que os políticos
têm mil privilégios,
se acham soberanos,
tenho comichão nas mãos!

Se vejo muitos carros
em dupla ou tripla fila
de maneira pouco urbana,
tenho comichão nas mãos!

Super ricos que denunciam
as entradas de um mendigo,
nos tratam de cretinos.
tenho comichão nas mãos!

E os muitos falsos inválidos
que recebem a aposentadoria
tenho comichão nas mãos,
tão forte de morrer!

São somente exemplos simples,
mas posso continuar,
há somente o embaraço
da escolha e qualidade.

Empreendedores ávidos,
expertos, ausentes,
mafiosos e talibanos,
tenho comichão nas mãos!

Generais covardes
e pretensos artistas,
bandidos e cortesãos,
tenho comichão nas mãos!

"Barões" que dão escândalo,
os demais duros e puros,
que personagens estranhas,
tenho comichão nas mãos!

E o imbecil vândalo
que emporcalha os nossos muros,
tenho comichão nas mãos,
tão forte de morrer!

O elenco é comprido e triste,
parece não acabar nunca,
não faltam os campeões
da desonestidade!

Os estupradores, os sádicos
que desonram a terra,
os falsos partidários,
tenho comichão nas mãos!

Os traficantes bélicos
que querem a guerra,
os ladrões e os alcoviteiros,
tenho comichão nas mãos!

Os trapaceiros, os juízes
que erram as sentencias
e os muitos charlatãs,
tenho comichão nas mãos!

Os embusteiros e os presuntos sabidos
que disparam asneiras,
tenho comichão nas mãos,
tão forte de morrer!

E parece que não cansam
de ficar na lama,
para própria vantagem
o que não se faz!

Que nojo os politicos
que embolsam a tangente,
e quem abandona os cachorros,
tenho comichão nas mãos!

Pornográficos e pedófilos,
famosos tristemente,
a escória dos humanos,
tenho comichão nas mãos!

Aqueles que dos jovens
inquinam as mentes
e fazem os puritanos,
tenho comichão nas mãos!

Os terroristas cínicos
que matam inocentes,
tenho comichão nas mãos,
tão forte de morrer!

São assim muitos os crimes
que não se podem contar.
Mas quando a Justiça
aqui triunfará?

Continuo com os inúmeros
aliciadores e traficantes,
estrangeiros ou do nosso país,
tenho comichão nas mãos!

Banqueiros que vão a falência,
corruptos e corruptores,
poluidores insanos,
tenho comichão nas mãos!!

Tiranos de todos os tipos
que oprimem as pessoas
por meio de sicários
tenho comichão nas mãos!!

Aqueles que malversam
vivendo impunemente,
tenho comichão nas mãos,
tão forte de morrer!

E devo aqui concluir
descartando outros alvos.
Não encontro mais as palavras
que façam rima e portanto:

Desejo pra mim e pra vocês
que estas nossas mãos
parem de ter comichão.
Mas não será amanha!

E que no futuro sirvam,
somente para rezar,
somente para doar
e para acariciar.

Vamos esperar que nos sirvam
somente para amar
e para aplaudir juntos
o mundo que virá!

E para aplaudir juntos
o mundo que virá!