Musica Italiana

Mandulinata a Surriento

( Canta: Gilda Mignonette )
( Autores: E. A. Mario - Ciaravolo - 1922 )

Dotada de uma voz e um temperamento que lhe permitiam de sobressair-se em musicas nostálgicas ou dramáticas, Gilda Mignonette foi entre as cantoras populares mais aclamadas no período entre as duas guerras mundiais, tanto em Nápoles como a New York onde tornou-se "rainha dos emigrados". Nascida em Nápoles em 1890, a Mignonette estreou com vinte anos como bailarina, sem obter grandes entusiasmos. Foi notada por Roberto Ciaramella, que intuiu seus dotes vocais e a convenceu a mudar de gênero. Assim a Mignonette construiu um repertorio de musicas melódicas napolitanas e italianas, afirmando-se gradativamente. No ano de 1924 estreou em New York onde ganhou grandes consensos e onde depois se transferiu para casar com o cantor Franco Acierno. Não esqueceu porem a sua cidade natal, onde voltava a cada ano para exibir-se e para adquirir novo repertorio. Morreu em 1953 a bordo de um navio que a levava para Nápoles deixando muitos discos que representaram o ponto de referencia para inúmeras cantoras e cantores sucessivos. Portentosa interprete, inigualável nos tons comovidos e pungentes evocados com um transporte que provinha de uma passionalidade sincera, a Mignonette foi verdadeiramente uma grandissima artista.

Original em dialeto napolitano Tradução

Mandulinata a Surriento,
mandulinata a chi sposa
sott'a 'sta luna d'argiento,
ca 'e st'acqua addirosa,
nu specchio vò' fá.

Va', core scuntento,
va' te trova nu nido a Surriento
addó' t'addormono sti manduline,
addó' 'e ciardine danno sciure 'arancio
p''a felicitá.

Pure 'sta vita è nu mare,
pure nu mare è ll'ammore.
Ll'onne só' cupe e só' chiare,
ma 'e ppene d''o core
se pònno scurdá.

Va', core scuntento,
va' te trova nu nido a Surriento
addó' t'addormono sti manduline,
addó' 'e ciardine danno sciure 'arancio
p''a felicitá.

Ah! Nanna, nanna, Surriento!
Doce è 'sta mandulinata.
Sott'a 'sta luna d'argiento,
na coppia scetata,
nun ha da restá.

Va', core scuntento,
va' te trova nu nido a Surriento
addó' t'addormono sti manduline,
addó' 'e ciardine danno sciure 'arancio
p''a felicitá.

Addó' t'addormono sti manduline,
addó' 'e ciardine danno sciure 'arancio
p''a felicitá!

 

Bandolinata a Sorrento,
bandolinata a quem se casa
sob esta lua de prata,
que desta água perfumada,
um espelho quer fazer.

Vai, coração descontente,
vai, encontra um ninho a Sorrento
onde te adormentam estes bandolins,
onde os jardins dão flores de laranjeiras
para a felicidade.

Também esta vida está no mar,
também no mar tem o amor.
As ondas são escuras e são claras,
mas as penas do coração
se podem esquecer.

Vai, coração descontente,
vai, encontra um ninho a Sorrento
onde te adormentam estes bandolins,
onde os jardins dão flores de laranjeiras
para a felicidade.

Ah! Dorme, dorme Sorrento!
Doce é esta bandolinata.
Sob a esta lua de prata,
um casal acordado,
não deve permanecer.

Vai, coração descontente,
vai, encontra um ninho a Sorrento
onde te adormentam estes bandolins,
onde os jardins dão flores de laranjeiras
para a felicidade.

Onde te adormentam estes bandolins,
onde os jardins dão flores de laranjeiras
para a felicidade!