Musica Italiana

La società dei Magnaccioni

( Canta: Antonio Romano )
( Autor: Anonimo - 1908 )
( Texto reescrito em 1961 por L. de Santis e G. Ferri )

Original em dialeto romanesco Tradução

Fatece largo che passamo noi,
sti giovenotti de 'sta Roma bella,
semo regazzi fatti cor pennello
e le regazze famo innammorà.

E le regazze famo innammorà!

Ma che ce frega, ma che ce 'mporta
si l'oste ar vino cià messo l'acqua,
e noi je dimo, e noi je famo:
"Ciai messo l'acqua e nun te pagamo".

Ma però noi semo quelli
che j'arisponnemo 'n coro:
"E' mejo er vino de li Castelli
che de 'sta zozza società".

E si pe' caso la sòcera mòre
se famo du' spaghetti matriciani,
se famo um par de litri velletrani,
s'imbrïacamo e 'n ce penzamo più.

S'imbrïacamo e 'n ce penzamo più!

Ma che ce frega, ma che ce 'mporta
se l'oste ar vino cià messo l'acqua,
e noi je dimo, e noi je famo:
"Ciai messo l'acqua e nun te pagamo".

Ma però noi semo quelli
Che j'arisponnemo 'n coro:
"E' mejo er vino de li Castelli
che de 'sta zozza società".

Ce piaceno li polli,
l'abbacchio e le galline,
perchè sò senza spine,
nun sò com'er baccalà.

La società dei Magnaccioni,
la società de la gioventù,
a noi ce piace de magna e beve
ma nun ce piace de lavorà.

Pòrtece 'n'antro litro,
che noi se lo bevemo,
e poi j'arisponnemo:
"Embè? Embè? Che c'è?"

E quanno er vino ('mbè),
ciariva ar gozzo ('mbè),
ar gargarozzo ('mbè),
Ce fa 'n ficozzo ('mbè).

Pe' falla corta, pe' falla breve:
"Mio caro oste pòrtece da beve".
Da beve! Da beve!
Olè!!


Abram alas que passamos nós,
 os jovens desta Roma bela,
 somos garotos feitos com o pincel
 e as garotas fazemos apaixonar.
 
 E as garotas fazemos apaixonar!
 
 Mas o que interessa, ma o que importa
 se o taberneiro no vinho juntou a água,
 e nós lhe dizemos, e nós lhe falamos:
 "Juntaste a água e não te pagamos".
 
 Mas porem nós somos aqueles
 que lhe respondemos em coro:
 "É melhor o vinho dos "Castelli"
 que desta suja sociedade".
 
 E se por acaso a sogra morre
 nós fazemos dois espaguetes "à matriciana",
 bebemos um par de litros "velletrani",
 nos embriagamos e não pensamos mais nisso.
 
 Nos embriagamos e não pensamos mais nisso!
 
 Mas o que interessa, ma o que importa
 se o taberneiro no vinho juntou a água,
 e nós lhe dizemos, e nós lhe falamos:
 "Juntaste a água e não te pagamos".
 
 Mas porem nós somos aqueles
 que lhe respondemos em coro:
 "É melhor o vinho dos "Castelli"
 que desta suja sociedade".
 
 Gostamos dos frangos,
 das costeletas de cordeiro e das galinhas,
 porque não tem espinhos,
 não são como o bacalhau.
 
 A sociedade dos Comedores,
 a sociedade da juventude,
 nós gostamos de comer e beber
 mas não gostamos de trabalhar.
 
 Traz outro litro,
 que nós o bebemos,
 e depois lhe dizemos:
 "E aí? E aí? O que há?"
 
 E quando o vinho (e aí),
 chega no nosso bucho (e aí),
 na garganta (e aí),
 aparece um galo (e aí).
 
 Para encurtar, para abreviar:
 "Meu querido taberneiro traz-nos de beber".
 De beber! De beber!
 Olé!!