Musica Italiana

Il cappello di paglia di Firenze

( Canta: Narciso Parigi )
( Autor: Odoardo Spadaro - 1935 )

Original em italiano Tradução

Calendimaggio
impazza per le strade.
Firenze ride
per le contrade
e le Cascine sembrano un affresco
carnascialesco
di un'altra etá.

Che sfoggio di eleganze
che dolci trasparenze
per dare il benvenuto al sol.
E in queste circostanze
la paglia di Firenze
è proprio quello
che ci vuol.

Sul cappello di paglia di Firenze
possiamo farvi tante confidenze.
E si dice che Beatrice
lo portasse nell'istante
che ha incontrato padre Dante.
E si sa bene, ci son le conseguenze
di quella certa paglia di Firenze.

Sul cappello di paglia di Firenze
oh quante quante mai reminiscenze.
Lo portava il bel Giannetta
quando andava in tutta fretta
all'abbraccio di Boccaccio
e dava inizio a comiche licenze
togliedole la paglia di Firenze.

E l'Arno passa
sotto i sette ponti
nel dolce incanto
dei sui tramonti.
E via dei Calzaioli,
verso sera,
è primavera di gioventu.

Che gara di eleganze,
saluti e riverenze.
La luna sta danzando al sol,
e in queste circostanze
la paglia di Firenze
è proprio quello
che ci vuol

Sul cappello di paglia di Firenze
possiamo farvi tante confidenze.
Lo portava nonno Oretta
quando Giotto in tutta fretta
disegnò la "O" perfetta
per misurarle le circonferenze
all'ombra di una paglia di Firenze.

Il cappello di paglia di Firenze
per Galilei fu fonte di esperienze.
Lo portava una ragazza
sulla piazza, e non so dove,
e lui disse "Eppur si muove".
Il che dimostra in fondo che le scienze
s'ispirano alla paglia di Firenze.

Il cappello di paglia di Firenze
è proprio adatto per tutte le evenienze.
Per parlarsi, per amarsi,
per baciarsi impunemente
sotto il naso della gente.
Perciò la serie delle confidenze
finisce col bacione di Firenze.


O 1° de maio
enlouquece nas ruas.
Florença ri
pelos bairros
e as Cascine parecem um afresco
carnavalesco
de uma outra idade.

Que ostentação de elegâncias
que doces transparências
para dar o bem-vindo ao sol.
E nestas circunstancias
a palha de Florença
é exatamente aquilo
de que se precisa.

Sobre o chapéu de palha de Florença
podemos fazer-vos tantas confidencias.
E se diz que Beatriz
o usasse no instante
que encontrou padre Dante.
E bem se sabe, tem aí as conseqüências
daquela certa palha de Florença.

Sobre o chapéu de palha de Florença
oh quantas quantas reminiscências.
O usava o belo Giannetta
quando ia com toda pressa
para o abraço de Boccaccio
e dava inicio a cômicas licenças
tirando-lhe a palha de Florença.

E o rio Arno passa
sob as sete pontes
no doce encanto
dos seus pôr-do-sol.
E a rua dos Calzaioli,
de noitinha,
é primavera de juventude.

Que competição de elegâncias,
saudações e reverencias.
A lua está dançando ao sol,
e nestas circunstancias
a palha de Florença
é exatamente aquilo
de que se precisa.

Sobre o chapéu de palha de Florença
podemos fazer-vos tantas confidencias.
O usava vovô Oretta
quando Giotto com toda pressa
desenhou o "O" perfeito
para medir-lhe as circunferências
na sombra de uma palha de Florença.

O chapéu de palha de Florença
para Galileu foi uma fonte de experiência.
O usava uma garota
na praça, e não sei aonde,
e ele disse "Contudo se move".
Isso demonstra no fundo que as ciências
se inspiram na palha de Florença.

O chapéu de palha de Florença
é mesmo adequado para todas as circunstancias.
Para falar-se, para amar-se,
para beijar-se impunemente
sob o nariz das pessoas.
Portanto a serie de confidencias
termina com o beijão de Florença.