Musica Italiana

Er barcarolo romano

( Canta: Lando Fiorini )
( Autores: P. Pizzicaria - R. Balzani - 1926 )

Agradeo profundamente o amigo Alvaro Cardarelli por ter-me enviado esta bela musica

Original em dialeto romanesco Traduo

Quanta pena stasera
c' sur fiume che fiotta cos,
disgrazziato chi sogna e chi spera,
tutti ar monno dovemo soffr',
ma si n'anima cerca la pace,
pu trovalla sortanto che qu.

Er barcarolo va contro corente
e quanno canta, l'eco s'arisente.
Si vero, fiume, che tu dai la pace,
fiume affatato, nun me la nega'.

Pi d'un mese passato
che na sera je dissi a Nine'
"Quest'amore ormai tramontato",
lei rispose "Lo vedo da me".
Sospir, poi me disse "Addio amore,
io per nun me scordo de te".

E da quel giorno che l'abbandonai,
la cerco ancora e nun la trovo mai.
Si vero, fiume, che tu dai la pace,
me so' pentito, fammela trova'.

Proprio incontro ar battello
vedo n'ombra sull'acqua, pi 'n qu,
s'ariggira, ed un mulinello,
poi v sotto e riaffiora pi in l.
Fate presto, na donna affogata!
Poveraccia, penava, chiss!

La luna, da lass, f capoccella,
rischiara er viso de Ninetta bella.
Me chiese pace e io je l'ho negata,
fiume, perch me l'hai rubata tu!

Me vojo sperde su o gi pe' fiume,
cos, chiss me more assieme a te!


Quanta pena esta noite
h no rio que bufa assim,
infeliz quem sonha e quem espera,
todos no mundo devemos sofrer,
mas se uma alma busca a paz,
pode encontra-la somente aqui.

O barqueiro vai contra corrente
e quando canta, o eco se ouve.
Se verdade, rio, que tu ds a paz,
rio fadado, no a negue pra mim.

Mais de um ms passou
desde quando, uma noite, disse a Ninetta
"Este amor j acabou",
Ela respondeu "Eu vejo isso".
Suspirou, depois disse "Adeus amor,
eu porem no me esqueo de ti".

E desde aquele dia em que a abandonei,
a procuro ainda e no a encontro nunca.
Se verdade, rio, que tu ds a paz,
estou arrependido, faz que eu a encontre.

Logo perto do barco
vejo uma sombra na gua, mais pra c,
revira-se, um redemoinho,
depois se imerge e re-aflora mais pra l.
De pressa, uma mulher afogada!.
Pobrezinha, penava, qui!

A lua, l em cima, espreita,
ilumina o rosto de Ninetta bela.
Me pediu paz e eu a neguei,
rio, porque tu a roubaste de mim!

Quero perder-me pra cima e pra baixo no rio,
assim, qui eu morra junto de ti!