Musica Italiana

Era l'epoca del Cuore

( Canta: Flo Sandon's )
( Autor: Nello Segurini - 1957 )

A palavra "Cuore" refere-se ao titulo do celebérrimo livro escrito em 1886 pelo grande escritor e poeta Edmondo de Amicis (21/10/1846 - 11/03/1908). O livro na realidade é a história de um ano eletivo do primeiro grau e per escreve-o o poeta utilizou um diário do filho que freqüentava a terceira serie e anotava tudo aquilo que via e pensava dentro e fora da escola. No final do ano eletivo o pai escreveu o livro "Cuore" ficando bem atento a não alterar o pensamento do filho e procurando utilizar ao máximo suas mesmas palavras. Já desde a primeira edição o livro teve um enorme sucesso. Os temas da mamãe e da Pátria, vividos no sentido pedagógico, dominam o livro, peça importante da Itália post unitaria, que suscitou as lagrimas de gerações de alunos em todas as escolas de uma Itália recém nascida.

Original em italiano Tradução

Il "Cuore" tra i miei libri ho ritrovato
e l'ho riletto ancor con commozione,
ma per celare il pianto, ho improvvisato
un buffo ritornello di canzone:

Papaline e caminetti,
gran cappelli con le piume,
e la Lina Cavalieri in stivaletti.
Era l'epoca del lume!

Galeotti baciamani,
sei duelli per due schiaffi,
passeggiate in velocipedi un pò strani.
Era l'epoca dei baffi!

Le donne racchiuse nel busto
e pallide come Mimì,
le cose di pessimo gusto,
diceva Gozzano in quei dì.

Fiori finti e paraventi,
baci dati con languore,
sguardi languidi e opportuni svenimenti.
Era l'epoca del "Cuore"!

Il libro, l'indomani, era sparito
e guarda un poco che combinazione,
dal figlio, il giorno dopo, ho risentito
quel buffo ritornello di canzone.

La la la la la la la la...

E la Lina Cavalieri in stivaletti.
Era l'epoca del lume!

Sguardi languidi e opportuni svenimenti.
Era l'epoca del "Cuore"!

Il tempo tante cose fa scordare,
ma il "Cuore" non si può dimenticare!


O "Cuore" entre os meus livros reencontrei
e o li de novo com comoção,
mas para esconder o choro, improvisei
um bufo refrão de canção:

Chapeuzinhos e lareiras,
grandes chapéus com as plumas,
e a Lina Cavalieri calçando botinas.
Era a época do candeeiro!

Ousados beija-mão,
seis duelos por duas bofetadas,
passeios em velocípedes um pouco estranhos.
Era a época dos bigodes!

As mulheres encerradas no busto
e pálidas como Mimí,
as coisas de péssimo gosto,
dizia Gozzano naqueles dias.

Flores artificiais e guarda-vento,
beijos dados com langor,
olhares lânguidos e oportunos desmaios.
Era a época do "Cuore"!

O livro, no dia seguinte, havia desaparecido
e veja um pouco que combinação,
pelo meu filho, no dia seguinte, re-ouvi
aquele bufo refrão de canção.

La la la la la la la la...

E a Lina Cavalieri calçando botinas.
Era a época do candeeiro!

Olhares lânguidos e oportunos desmaios.
Era a época do "Cuore"!

O tempo muitas coisas faz esquecer,
mas o "Cuore" não se pode esquecer!