Musica Italiana

Cincinnato

( Canta: Claudio Baglioni )
( Autores: C. Baglioni - A. Coggio - 1973 )

Nesta musica Baglioni conta a história de um camponês que decide de deixar a vida do campo para ir na cidade em busca de melhores condições de vida. A história é inspirada naquela de Lucio Quinzio Cincinnato que foi eleito Cônsul de Roma no ano 460 A.C. Ele conduzia uma vida de agricultura mas, tendo que pagar uma pesada caução, teve que vender todos os seus bens e foi forçado a retirar-se numa pequena propriedade fora de Roma.

Original em italiano Tradução

Gira che ti rigira, amore bello,
anch'io domani me ne vado via di qui,
è tanto che mi frulla nel cervello
e poi non voglio andare avanti più così.
I giorni vanno via
come una triste litania,
col sole che ti scava il viso.

Gira che ti rigira, amore bello,
domani metto sopra un treno i sogni miei,
la fine non farò di mio fratello
che sembra vecchio e ha pressapoco gli anni miei.
D'un banco d'osteria,
di due pettegole per via,
sai che ne ho le tasche piene.

E voglio scordare
te, i sassi, il campo da arare
ed un bosco che non conosco già più,
che non voglio mai più, mai più.

Ma cosa puoi saperne tu,
tu che non sei stata mai altro che guai
e non sai che in città puoi lottare e sognare
e cercar di arrivare, e puoi sperar nella gente
e ritrovarti fra le mani niente,
ricominciare da zero,
trovar che tutto è falso e niente vero
e poi capir che non sei più sincero,
e poi che non sei più sicuro.

Non sei più sicuro,
non sei più sicuro,
non sei più sicuro,
non sei più sicuro,
non sei più sicuro,
non sei più sicuro, di niente,
ed aspettare di morire
ed aspettare, ed aspettare.

Gira che ti rigira, amore bello,
per non morire oggi son tornato qui
e mentre richiudevo il tuo cancello
mi sono chiesto chissà se lei mi prenderà così,
chissà se crederà
che ho combattuto giù in città
e gira che ti rigira, sono quà!


Gira e regira, amor belo,
eu também amanha vou embora daqui,
há muito que me passa pela cabeça
e depois não quero mais continuar assim.
Os dias vão embora
como uma triste ladainha,
com o sol que te cava o rosto.

Gira e regira, amor belo,
amanha ponho sobre um trem os sonhos meus,
o fim não farei de meu irmão
que parece velho e tem mais ou menos os anos meus.
De um banco na taberna,
de duas mexeriqueiras na rua,
sabes que não agüento mais.

E quero esquecer
ti, as pedras, o campo para arar
e um bosque que não conheço já mais,
que não quero nunca mais, nunca mais.

Mas o que podes saber tu,
tu que nunca criaste outra coisa se não problemas
e não sabes que na cidade podes lutar e sonhar
e tentar de chegar lá, e podes confiar nas pessoas
e não ter nada entre as mãos,
recomeçar do zero,
constatar que tudo é falso e nada verdadeiro
e depois descobrir que não és mais sincero,
e depois que não és mais seguro.

Não és mais seguro,
não és mais seguro,
não és mais seguro,
não és mais seguro,
não és mais seguro,
não és mais seguro, de nada,
e esperar de morrer
e esperar, e esperar.

Gira e regira, amor belo,
para não morrer hoje voltei aqui
e enquanto eu fechava a tua cancela
me perguntei quiçá se ela me aceitará assim,
quiçá se acreditará
que lutei lá na cidade
e gira e regira, estou aqui!