Musica Italiana

Albergo a ore

( Canta: Milva )
( Autores: H. Pagani - C. Decluse - M. Senlis - M. Monnet - 1969 )
( Titulo original: Les amants d'un jour )

Versão italiana Tradução

Io lavoro al bar
di un albergo a ore,
porto su i caffè
a chi fa l'amore.

Vanno su e giù
coppie tutte uguali,
non le vedo più
manco con gli occhiali.

Ma sono rimasta li come un cretino
vedendo quei due arrivare un mattino.
Puliti, educati, sembravano finti,
sembravano proprio due santi dipinti.

M' han chiesto una stanza,
gli ho fatto vedere
la meno schifosa,
la numero tre.

E ho messo nel letto lenzuoli più nuovi
e come San Pietro, gli ho dato le chiavi,
gli ho dato le chiavi di quel paradiso
e ho chiuso la porta, sul loro sorriso.

Io lavoro al bar
di un albergo a ore,
porto su i caffè
a chi fa l'amore.

Vanno su e giù
coppie tutte uguali,
non le vedo più
manco con gli occhiali.

Ma sono rimasta li come un cretino
aprendo la porta in quel grigio mattino,
se n'erano andati, in silenzio perfetto,
lasciando soltanto i due corpi nel letto.

Lo so che non c'entro,
però non è giusto,
morire a vent'anni e poi,
proprio qui.

Me li hanno incartati nei bianchi lenzuoli
e l'ultimo viaggio l'han fatto da soli,
né fiori né gente, soltanto un furgone,
ma li dove vanno, staranno benone.

Io lavoro al bar
di un albergo a ore,
portò su i caffè
a chi fa l'amore.

Io sarò fissata,
ma chissà perché,
non mi va di dare
la chiave del tre.


Eu trabalho no bar
de um albergue a horas,
levo pra cima os cafés
a quem faz amor.

Vão pra cima e pra baixo
casais todos iguais,
não os vejo mais
nem com os óculos.

Mas permaneci como uma cretina
vendo aqueles dois chegar uma manha.
Limpos, educados, pareciam artificiais,
pareciam mesmo dois santos pintados.

Me pediram um quarto,
lhes fiz ver
o menos nojento,
o numero três.

E coloquei na cama os lençóis mais novos
e como São Pedro, lhes entreguei as chaves,
lhes entreguei as chaves daquele paraíso
e fechei a porta, sob seus sorrisos.

Eu trabalho no bar
de um albergue a horas,
levo pra cima os cafés
a quem faz amor.

Vão pra cima e pra baixo
casais todos iguais,
não os vejo mais
nem com os óculos.

Mas permaneci como uma cretina
abrindo a porta naquela manhã cinza,
foram embora, num silencio perfeito,
deixando somente os dois corpos na cama.

Eu sei que não tenho culpa,
porém não é justo,
morrer a vinte anos e além do mais,
logo aqui.

Os envolveram em brancos lençóis
e a última viagem fizeram-na sozinhos,
nem flores nem gente, somente um furgão,
mas para onde vão, estarão muito bem.

Eu trabalho no bar
de um albergue a horas,
levo pra cima os cafés
a quem faz amor.

Será uma fixação minha,
mas quiçá porque,
não me dá vontade de dar
a chave do três.